Embora como regra geral os pronomes oblíquos átonos devam ficar depois (pospostos) aos verbos (ênclise), há muitos casos em que a próclise (colocação dos pronomes átonos antes do verbo) é mais recomendada e outros em que a ênclise é tida como incorreta do ponto de vista da norma gramatical.
Um exemplo de obrigatoriedade da próclise é com as formas verbais do futuro do presente e do futuro do pretérito. Contudo, isso está longe de ser "ponto pacífico" entre nossos gramáticos: podemos ver, por exemplo, essa "regra" em Rocha Lima na sua Gramática normativa da língua portuguesa apenas como uma pequena nota e sem exemplificação, enquanto que em outras importantes como a de Bechara em sua Moderna gramática portuguesa sequer encontramos menção a isso.
Contudo, vamos seguir como norma gramatical a aceitação dessa regra:
(em vermelho as formas em desacordo com a norma gramatical)
Ex. Eu te entregarei o livro amanhã. (com futuro do presente) (entregarei-te)
Nós nos encontraríamos no fim da tarde se não fosse essa chuva. (com futuro do pretérito) (encontraríamo-nos)
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